Enquanto isso, numa rodinha de dominó...
I said:
- nossa, Adalberto, isso que é felicidade, hein
VINÍCIUS says:
- esse laboratório pfizer faz a felicidade de qualquer cristão!
I say:
- amém!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
ClockWorkOrange
"Nós vivemos agora. Se você pensa em algo mais do que naquilo que você faz agora, ou você pensa em alguém mais do que aquele que você é agora, você está perdido",
Jacques Herzog, arquiteto,
(OESP, 11/11/09).
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
NoCHAT
- VINÍCIUS says:
entrando cada dia mais tarde, hein jurandir?
- I say:
ora, pois, chefe, mil desculpas, hoje tive de resolver problemas pessoais
- VINÍCIUS says:
de novo a moça do metrópolis?
**********************************************************
- I say:
chefe, estou com bursite
- I say:
alguém pode apertar o botão por mim?
- VINÍCIUS says:
ora, jurandir!
- VINÍCIUS says:
tenha a santa paciência
- VINÍCIUS says:
é só ver q acabou o galão q vc inventa uma bursite
*********************************************************
Enquanto isso numa cervejada de calouros da Cásper Líbero....
- VINÍCIUS says:
eu sou de 1984 e vc?
domingo, 8 de novembro de 2009
Planeta Terra, novembro, 2009
O SACERDOTE
DA VERTIGEM
Ontem, após o show de Iggy Pop o que restou foi a devastação. Há 4 anos, quando, no Claro que É Rock, vi pela primeira vez esse insano, soube que desconhecia tudo sobre o rock. quem estava comigo lembra de ter sentido o tempo fechar logo no primeiro acorde, com o pressentimento de que um corpo estranho foi solto nas ruas, um maníaco, amedrontador, IMPREVISÍVEL!; ontem, foi além disso: eu vi o rock, só, em ruínas e pelancas. Você poderia dizer qualquer coisa sobre o rock e sua "linha evolutiva" naquela apresentação para principiantes: o festival da Claro jogou sobre os escombros dos Stooges, que fizeram um show esmagador, o Sonic Youth com distorções altistas intermináveis e muitos sucessos; e em seguida, a ressurreição e rendição ao gênero, com o Nine Inch Nails, numa apresentação de pirotecnia plástica e sonora que nos colocou de joelhos, resignados, prontos para o golpe de um machado afiado. mas, ontem, não houve espaço para apoteoses. nada. A brutalidade de Iggy e Stooges deixou o planeta sem qualquer esperança. desorientado: - o que pode vir depois? O rock estava ali, tendo um senhor de 60 anos se contorcendo por sua sobrevivência -- uma ode ao tesão, à vertigem, ao caos. oh!, come on!, COME ON!, I'M LONELY HERE! digam-me, quantos sacerdotes realizam sacrifícios com a própria carne? mesmo naquele campo hostil, de abraços corporativos, sorrisos em W, e o público encapado, de snorkel e pé de pato, houve quem se rendesse aos clamores por ajuda, daquela massa humana próxima a extinção, "salvem-me, salvem-nos" -- mas, boa parte do público salvou mesmo foi a própria pele: delineadores, roupas da última hora, cabelos que levaram mais de duas horas para armar. a chuva castigava essas produções. castigava. Foi vertiginoso, de "Raw Power" a "Lust For Life", para quem permitiu ser levado na grandeza bizarra de Pop ao mais alto dos precipícios. De onde se avista a verdade imensa e caótica desse planeta. nesse momento você se lembra como terminam as histórias dos ídolos. isto é, como termina qualquer história humana. e ontem à noite, sobre o devastado, houve quem viu uma saída com a entrada do dj Étienne de Crécy. por ali, nem todos irão seguir. era hora de ir pra casa. onde encontrarei o rock amanhã?
DA VERTIGEM
Ontem, após o show de Iggy Pop o que restou foi a devastação. Há 4 anos, quando, no Claro que É Rock, vi pela primeira vez esse insano, soube que desconhecia tudo sobre o rock. quem estava comigo lembra de ter sentido o tempo fechar logo no primeiro acorde, com o pressentimento de que um corpo estranho foi solto nas ruas, um maníaco, amedrontador, IMPREVISÍVEL!; ontem, foi além disso: eu vi o rock, só, em ruínas e pelancas. Você poderia dizer qualquer coisa sobre o rock e sua "linha evolutiva" naquela apresentação para principiantes: o festival da Claro jogou sobre os escombros dos Stooges, que fizeram um show esmagador, o Sonic Youth com distorções altistas intermináveis e muitos sucessos; e em seguida, a ressurreição e rendição ao gênero, com o Nine Inch Nails, numa apresentação de pirotecnia plástica e sonora que nos colocou de joelhos, resignados, prontos para o golpe de um machado afiado. mas, ontem, não houve espaço para apoteoses. nada. A brutalidade de Iggy e Stooges deixou o planeta sem qualquer esperança. desorientado: - o que pode vir depois? O rock estava ali, tendo um senhor de 60 anos se contorcendo por sua sobrevivência -- uma ode ao tesão, à vertigem, ao caos. oh!, come on!, COME ON!, I'M LONELY HERE! digam-me, quantos sacerdotes realizam sacrifícios com a própria carne? mesmo naquele campo hostil, de abraços corporativos, sorrisos em W, e o público encapado, de snorkel e pé de pato, houve quem se rendesse aos clamores por ajuda, daquela massa humana próxima a extinção, "salvem-me, salvem-nos" -- mas, boa parte do público salvou mesmo foi a própria pele: delineadores, roupas da última hora, cabelos que levaram mais de duas horas para armar. a chuva castigava essas produções. castigava. Foi vertiginoso, de "Raw Power" a "Lust For Life", para quem permitiu ser levado na grandeza bizarra de Pop ao mais alto dos precipícios. De onde se avista a verdade imensa e caótica desse planeta. nesse momento você se lembra como terminam as histórias dos ídolos. isto é, como termina qualquer história humana. e ontem à noite, sobre o devastado, houve quem viu uma saída com a entrada do dj Étienne de Crécy. por ali, nem todos irão seguir. era hora de ir pra casa. onde encontrarei o rock amanhã?
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